terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Existência cruel...



Intolerante... nunca aceitando os outros...
Narcisista... ao ponto de ser incapaz de amar os outros...
Cobarde... não mostrando desde logo os seus pensamentos...
Obtuso... querendo sempre mais dos outros do que o que dá...
Maquiavélico... programando passos que nem sonhados estão!
Promíscuo... por tentar viver várias amizades sendo estas conflituosas...
Rancoroso... desinteressando-se e afastando-se dos que mal lhe fazem...
Equilibrista... vivendo o risco mesmo sabendo que vai cair...
Emersivo... vendo e apenas deixando ver a superfície...
Neurológico... pensando muito e agindo muito pouco...
Soslaio... olhando sempre pelo canto do olho com desconfiança...
Apaixonado... mesmo nos amores impossíveis e irreais...
Omisso... por recusar muitas palavras que o poderiam libertar!

Ocultas na personalidade...serão estas características próprias?
Um ponto de vista...será a realidade diferente?

Racional... tendo medo da mágoa protege-se nos seus pensamentos...
Equilibrado... pesa os prós e os contras e apenas avança de uma posição segura para outra!
Amigo... sempre pronto a ouvir os outros sem nada exigir em troca...
Leal... respeitando os outros não alimenta intrigas e invejas...mas esclarece-as!
Inseguro... desconhecedor de si próprio teme o desconhecido...
Dúbio... na observação e juízo que faz de si para com os outros...
Ambíguo... fazendo com que os outros percebam muito pouco de si...
Desastroso... na forma como avalia e lida com algumas situações...
Espelho... refugia-se em reflectir o bem ou mal que os outros lhe fazem...

Quanta dureza de palavras...quanta amargura no texto...
Uma leitura possível ou apenas o conhecimento da realidade?
Escolhidas as palavras, cada um lhes dá o seu valor e significado...
Muitas leituras... muitos sentidos lhe serão dados...

Somos aquilo que somos? ou moldamo-nos aos outros?
Enfrentamos o que querem de nós? ou não assumimos o que somos?
Respostas... não há... cada uma dará as suas nos seus silêncios...
Existência cruel... aquela que tantas vezes é questionada...
Investidos de força cabe-nos nós dar o sentido e o valor à existência!


1 comentário:

António Luís disse...

Clap! Clap! Clap! Clap!