terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Banhaste-me...



A água corria... pequenas gotas em grande correria...
depois da sua grande queda batiam numa banheira gelada...
o penumbra elevou-se... encheu aquele espaço...

Tudo estava preparado... o caminho marcado...
o vermelho das pétalas indicava-te o caminho...
conduzia-te a mim... e depois conduzia-nos a...
... a um local previamente preparado!...

O banho estava pronto... a neblina era mais intensa...
o frio que outrora ocupara o local desaparecia agora...
a temperatura elevou-se... tudo estava realmente pronto...

Sem saber para onde te dirigias seguiste o caminho traçado...
o teu espanto seduziu-me...
o teu sorriso mostrou-me o caminho a seguir...
o teu beijo... abriu-me as portas...

Subtilmente coloquei-me por trás...
inclinei o teu pescoço para a esquerda...
levemente suspirei no teu ouvido...
tremeste... quase soltaste um leve gemido...
com um toque ainda mais leve... e húmido...
percorri as linhas do teu pescoço...
inevitavelmente não te conseguiste conter...
aquele gemido inspirou-me...

Deixei depois o teu pescoço... e segui...
segui rumo ao teu já desnudado ombro...
com auxílio da minha mão soltei a alça...
aquela que ainda segurava o teu sensual vestido...
a alça caiu... o teu seio ficou exposto...
a minha mão deixou o teu ombro...
e foi cobri-lo...
a outra mão segurou a tua mão e ...
abraçou-te no teu ventre...
beijando o teu pescoço caminhámos juntos...
seguimos por entre o nevoeiro...

Instintivamente desnudamos os nossos corpos...
a água estava quente... ficou muito mais com a nossa entrada...
as gotinhas que antes caiam na banheira...
faziam agora corridas no teu corpo...
qual seria a primeira a chegar ao destino?
decidi percorrer o mesmo caminho com o meu indicador...
uhm!... senti todo o teu calor... toda a tua essência...

A espuma cobriu os nossos corpos...
a tua pele tornou a espuma ainda mais suave...
Entre toda a bruma e espuma...
Banhaste-me como nunca outra havia feito...
A água ferveu... a água evaporou...
não sei... não sei o que aconteceu...
a intensidade do momento cegou-me...
apenas pude sentir tudo o que me davas...
apenas pude fazer-te sentir...
sentir o prazer... aquele que declaraste...
aquele que suspiraste...
aquele que juntos vivemos... vivemos... e vivemos!...

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