sábado, 4 de abril de 2009

Cinzas...

Do brilho que outrora encontrei no teu olhar...
Restam cinzas... sombras... escuridão...
O que fizeste? De que tiveste medo?...
Não negues, pois mesmo que as palavras o afirmem...
Os teus olhos o negam a cada instante.

Viste algures um mundo onde te sentias bem...
O que te fez recuar? De onde veio esse medo?...
A vida... bem a vida é o que fizermos dela...
Outrora tive medo... amar-te-ia e nunca o saberias...
Hoje amo-te a grito bem alto e de peito aberto.

Desilusão é uma palavra muito grande e forte...
Vivo com ela, uma grande desilusão em tempos...
Acordei quando acabaste com o que de mais belo tinha...
Um novo eu nasceu!... Cada momento que passa é o melhor...
Em tempos fizeste parte desses momentos...

Terás saudades?... Não! Muito orgulho para o admitir...
Despe-te desse orgulho... mostra-te como és realmente...
Sem orgulho e preconceitos... talvez sejas feliz...
Solta as amarras que te prendem e impedem de voar...
Agarra cada instante que passa diante de ti.

Sinto-me leve... em paz comigo e contigo...
Deixo o meu diafragma aberto... a luz entra...
Revelo o rolo da minha vida a cada momento...
Fotografias muito belas... estás nelas também...
Será que um dia quererás passar da foto ao filme?!...

Criticas-me... não sou exemplo... tenho noção disso...
Prendes pedras ao meu pescoço...
Mas não!... não me irei atirar ao mar...
As pedras guardo-as... tenho muitas...
Um dia construirei uma fortaleza com elas...

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