segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sem palavras...




De um estado de grande vazio de alma...
Eis-me aqui perante vós...
Desnudado de palavras...
Revestido de uma profunda angústia!

Queria saber onde estás...
Do vento apenas recebo o teu nome...
Da tua boca não alcanço nenhuma palavra...
Desespero sem saber... anseio por saber!

Sinto o nó ao fundo da garganta...
O mesmo que aperta o coração dentro do meu peito...
Não sei que notícias ele pode recear...
Mas dói não saber como estás?!...

Procuro por ti entre as estrelas do céu...
Peneiro as areias do mar na ânsia de te encontrar...
Do céu apenas recebo a escuridão da noite...
E do mar apenas as lágrimas de quem não te vê...

Nunca vou desistir de te procurar...
Dia após dia... noite após noite...
Percorrerei montes e vales, rios e lagos...
Escutarei os ecos das montanhas...

A tua imagem enche o meu dia...
A tua voz ecoa dentro de mim...
Vou encontrar-te... dias e anos passei sem te conhecer...
Agora jamais te quero perder!

2 comentários:

Nokas disse...

Mt bonito!!

carmemlucia disse...

Quando a alma sente solidão,não adianta uma multidão nos cercar.
Porque a solidão tem nome, tem cheiro, tem gosto de saudade.
Poema divino de múltiplos momentos.
Melancolia?
Humildade?
Fraqueza?
Amor?
Procura?
Obsessão?
Na minha opinião é poema de amor com um toque de sedução,luz interior que não tem medida de qualquer sentimento que não
Seja o encontro da realização do sonho: encontrar a sua metade!