sexta-feira, 8 de maio de 2009

Isolados na multidão!...


A multidão que dia-a-dia nos rodeia e quase sufoca...
Em nada nos consegue tocar...
Os princípios e regras das maiorias...
Nada são além de meras trivialidades e futilidades!
O vazio interior de quem nos rodeia choca-nos!...
Deixa-nos tristes...
Alegrias vivemos quando encontramos alguém...
Alguém com quem podemos entrançar linhas de pensamentos!...

Perdido entre as correrias do quotidiano...
Alheio [ou não] ao mundo que me rodeia...
Eis que do âmago populacional emergiste...
O teu brilho... a tua essência... o teu ser...
Na escuridão da noite me iluminou...
Da sala repleta pela multidão ficámos os dois...
Tudo ao redor parou... o vazio e silêncio reinaram...
Dois estranhos com tanto para dizer...
E tanto a ficar por dizer...
Na pressa dos assuntos vividos...meio mundo foi visitado...
Era tempo de parar... Não! não vás... fica comigo!
A fracção de segundo que significou mais que séculos...
Dois corpos... duas energias... duas luzes...
Querendo-se tocar... e detiveram-se!...
Porquê? A pergunta que sem termos ousado colocar...
Ambos quisemos responder!...

A saudade estranha do estranho não conhecido...
A saudade intensa do intenso vivido...
Ai a saudade!
Horas... dias... espaços temporais eternos...
Eternidades de desejo do reencontro...
Palavras ditas e escritas no ar...
Na esperança que a ti te possam encontrar...
No regresso trazem lembranças tuas...
A saudade adensa... a saudade...
Ela mostra o bem e 0 muito querer...
Acolhe no seu colo as certezas que outrora foram dúvidas...
De certeza em certeza podemos avançar...
Avançando... parto ao teu encontro...
Na esperança de em ti me reencontrar!...

1 comentário:

António Luís disse...

De quando quanto mais gente mais sós se tornam as almas...
E às vezes não há bússolas que lhes animem o Norte!...

Bom fim de semana e... Have Fun, my friend!