sábado, 27 de junho de 2009

Amarra-me...

Atrás do sol posto, onde o rio passa...
A leve... sinuosa e cristalina água vai avançando...
Rendi-me à sua sedução e beleza...
Escondida por entre as rochas e árvores...
Passei pelos recantos...
Estreitos... difíceis... que a vida me deu...
Subi as pedras e descobri os segredos...
A paz presente naquele lugar onde tanto queria chegar...
Sinto a água nos pés...
Fria... limpa... como nunca havia visto ou sentido...
Sinto o teu toque e o teu cheiro...
Inconfundíveis e incomparáveis...
Desatamos a paixão onde todas as palavras se calam...
Onde perdem todo o seu sentido...
E desaparecem...
O silêncio reina... e nele continuamos a conversar...
Neste labirinto onde desejo perder-me...
E deixar para trás as dúvidas e receios...
Para mais tarde me encontrar...
Para mais tarde me realizar...
Agarra-me ao chão...
Não me deixes fugir... nem recuar...
Prende-me em ti...
Com amarrar fortes e seguras...
Afogamo-nos no horizonte das imagens da beleza...
Emergimos das profundezas deste belo poema!...
E nele voltamos de novo à vida.

1 comentário:

Ailime disse...

Lindíssimo este poema assim como as imagens que o ilustram.
Para atingirmos os nossos anseios, a escalada é muitas vezes bem difícil, mas com persistência chegamos lá. As realidades mais singulares estão por vezes ocultas onde nem sequer imaginamos.
Um abraço.