sexta-feira, 19 de junho de 2009

Doce Paladar...


A noite caiu... cheguei a casa...
Surpresa das surpresas...
Sobre a mesa tinhas preparado um banquete...
Um banquete que ainda não havia saboreado...
Algemas, venda, champanhe e morangos...
Os meus olhos passaram sobre a mesa...
Viste neles o brilho e o sorriso que esperavas...
Os meus braços puxaram-te para o interior dos meus...
O teu peito aconchegou-se no meu...
Os teus braços envolveram-me....
Apertaram-me com uma doce delicadeza sensual...
Olhei-te nos olhos... o brilho deles me enfeitiçou...
Os meus lábios aproximaram-se dos teus...
As distâncias pareciam desaparecer...
Senti o teu calor... o teu respirar...
Enfim alcançaram os teus... doces e húmidos estavam...
O beijo prolongou-se... os nossos corpos envolveram-se...
Sobre o sofá nos sentámos...
Discretamente... pegaste nas algemas...
O beijo continuava... a envolvência cada vez mais profunda...
Prendeste a minha mão direita...
Tentei recusar... mas como o poderia fazer...
A seguir veio a esquerda... sorriste...
Estava preso... ao mesmo tempo livre...
Abriste os botões da minha camisa...
O meu peito ficou desnudado... docemente o beijaste...
Queria abraçar-te... procurava beijar-te...
O controlo que tinhas divertia-te...
Dava-te poder... e o teu poder seduzia-me...
Continuaste... e da taça sobre a mesa tiraste esse fruto vermelho...
A uma curta distância colocaste esse morango...
Dei uma trinca... no fim dela alcancei a tua boca...
Nossas línguas se envolveram de novo...
O calor aumentava e o desejo acompanhava essa subida...
Um novo morango foi partilhado...
Aquele doce e aveludado paladar...
Não sei se do morango se da tua boca...
Ou ainda do morango na tua boca...
A paixão crescia... os nossos corpos contorciam-se...
Num gesto simples libertaste as minhas mãos...
Percebi a tua mensagem... seria a minha vez!...
Aceitei o desafio... abracei-o com enorme desejo...
Atirei as algemas pelo chão... longe foram parar...
Peguei na venda... delicadamente vendei-te os olhos...
Sem me veres procuravas a minha boca...
Demoradamente tirei a minha camisa que vestias...
Debaixo dela... os teus seios esperavam por mim...
Peguei na garrafa de champanhe... já aberta pois claro!...
Derramei um pouco no seio do lado direito...
O frio do champanhe fez com que ele se contraísse...
Comecei então por beijar o teu pescoço...
Contorcias-te... pequenos gemidos soltavas...
Beijei demoradamente o teu seio... beijos curtos... beijos longos...
Passei depois ao do lado esquerdo...
Antes do champanhe já o beijava...
Mesmo sem o frio ele se contraiu de forma rápida e instintiva...
Percorri então o teu ventre... a minha língua levou-te à loucura...
O fio de champanhe guiava o meu trajecto terminando sempre lá...
Sim... lá!... no teu umbigo...
As tuas contracções de desejo aumentavam e os gemidos cresciam de tom...
Peguei-te nos meus braços...
Transportei-nos até ao nosso quarto...
Na cama... os lençóis brancos nos esperavam...
Sobre eles...delicadas e perfumadas pétalas de rosas...
Rosas... também elas à imagem dos morangos...vermelhas...
Sobre esse leito de amor nos amámos loucamente...

2 comentários:

António Luís disse...

...Ou como se diz em amricano "balls!"

poesias de amor e sedução disse...

Vi o mundo,em um grão de areia
e o infinito,na palma da mão,
vi sonhos se desfazerem
por homens sem coração

o sol desponta no alvorecer
colorindo as nuvens no céu
o homem que ver tudo isso
se encantara com o amanhecer

vi o mundo em olhos infantes
arteiro,matreiro e medonho
na sua imatura idade
seus olhos brilham contentes

vi o mundo desenhado
nas linhas vivas da mão
de uma jovem mulher
conduzindo seu irmão

vi o homem selvagem
querer descobrir o infinito
tirando do mundo a magia
que a tudo deixa bonito

vi o animal selvagem
que se recusa a matar
e sem seu alimento
começa a definhar

vi deus na imagem dos santos
tambem o vi no olhar ignorante
mas verdadeiramente o encontrei
no coração do infante



TEU TEXTO É EXCELENTE,CONVIDATIVO,CREIO QUE AS TUAS FÃS IRÃO ADORA-LO
PARABENS