sexta-feira, 5 de junho de 2009

O vento...


O vento sacode tudo por onde passa...
Os pequenos arbustos quase quebram...
As grandes árvores vacilam e abanam...
Tamanho o seu poder... grandioso a sua força...
A sua intensidade vai imperar...
Nos pequenos arbustos... e nas grandes árvores...
Quando abanadas as majestosas árvores cedem...
Perdem do seu ser aquilo que não está bem seguro...
Deixam cair aquilo que não precisam...
E o vento continua na sua sinfonia...
Entre cada folha e cada ramo parece ganhar ainda mais poder...
O poder que procura fazer imperar como força da Natureza.
A brisa contrasta... é suave, doce, leve... melodiosa...
Agita os cabelos ao vento...
Acaricia a pequena vegetação em leves murmúrios...
Faz cócegas nos portes imperiosos das grandes e sólidas árvores...
Ganha o seu poder e força na subtileza e leveza de gestos...
Nas doces e meigas palavras que sussurra por onde passa...
Adquirindo o seu poder entre as forças da grande Natureza.
Temos dois ventos... como força de agir diferentes...
Temos dois ventos de origem igual e manifestações diferentes...
Temos dois ventos... ou teremos apenas um vento?!...

O vento que atira poeira para os olhos...
O vento que trás as cartas e lembranças de um amor...
O vento que sopra nas velas da mudança...
O vento que atiça as fogueiras mas nunca apaga o verdadeiro fogo...
O vento... ai o vento!
Imperioso e majestoso...
Confidente e mensageiro...
Ai vento! leva de mim o que não preciso...
Sopra ao meu ouvido palavras doces...
Leva mimos e carinhos a quem te peço que os entregues...
Oh vento... agita-me... sacode-me...
Faz-me livrar de tudo... e leva para longe aquilo que em nada falta faz...
E trás para mim o que tanto desejo!
Vento, vento, vento... sê o meu aliado... e o meu porto de abrigo!

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