domingo, 27 de setembro de 2009

Silêncio...



Silêncio...
Não faças barulho...
Não tenho palavras a dizer...
Mas consegues escutar-me?...
No silêncio da noite as palavras fogem...
Escondem-se nas sombras...
Aquelas criadas pelos candeeiros da vida...
Nesse jogo de gato e do rato...
Não sei o que dizer...
Paro!... fico quieto e imóvel...
Ouço o que me dizes...
A tua linguagem parece difusa e difícil...
A tua batida desritmada confunde-me...
O que dizes tu?!...
Inquieto-me por não te perceber...
Decido parar de perseguir as respostas...
E apenas te fico a ouvir...
Bates leve... levemente...
Não chamas por mim!...
A tua dupla batida é inequívoca...
Chamas um nome!...
Todos temos um nome...
Mas chamas por esse nome que te acelera e...
Calma... escuta também tu!...
Ouve a sua voz...
Sente a sua presença e acalma a tua batida!...
Neste momento és tu que me ouves...
E ouço-a através de ti...
Ligação espantosa e única...
Silêncio!!...
Quero continuar a ouvi-la...

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