domingo, 13 de setembro de 2009

Tudo mudaste...


Junto ao mar eu ouvi...
Uma voz que me parecia chamar...
Não sei muito bem o que vi...
Mas meu peito senti queimar...

Esse principio de fogo ardente...
Chegou de mansinho sem avisar...
Cresceu de intensidade muito lentamente...
E quase sem se fazer notar...

A pequena e trémula chama...
A brisa do mar a alimentou...
Passando a minha vida de uma drama...
A um romance que para sempre ficou...

À minha vida trouxeste cores bem vivas...
Sopro de nova alegria o peito me encheu...
As conversas foram se tornando altivas...
E daí um belo sentimento nasceu...

Deixando de lado a razão...
O sonho os nossos passos guiou...
Bastou ouvir a voz do coração...
Que desde sempre por ti chamou!...

De capítulo em capítulo avançamos...
Um pequeno passo de cada vez...
Desde que sentimos que nos amamos...
Todo à nossa volta é de uma grande pequenez!...

4 comentários:

k disse...

Ventos de mudança sompram
Que trarão
Quem muda o quê
Como muda
Porque muda

às vezes tudo muda
às vezes nada muda

e os dias passam

Caroteno disse...

As mudanças apenas ocorrem quando há espaço livre para que elas ocorram...
E quando assim é a mudança é sempre para melhor... caso não seja preciso melhorar então também não é preciso mudar...

António Luís disse...

Muito bem!
Gostei da variação, introduzida pelo tom de rima!
É arte e engenho, embrulhada de sentimento!
Temos, (e)/(a)fectivamente poeta!

Caroteno disse...

Companheiro António,

Novas aventuras por esses mares!
É verdade...de vez em quando [raramente] sai uma rima para aprimorar a veia poética...

Um abraço e vai dando notícias!