quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Carta...


Hoje acordei...
O manto cintilante das estrelas brilhantes...
Cobre ainda o corpo nu que descansa tranquilo...
As gotas de orvalho da nossa noite de prazer...
Escorrem ainda lentamente por vales profundos...
A luz que parece raiar lá fora...
Entra no reino escuro que nos acolheu...
Os olhos que ontem o teu corpo contemplaram...
Abrem agora e vislumbram as curvas do teu rosto...
O teu corpo repousa ainda...
A respiração calma e tranquilo quase me embala...
Observo o arquear suave do paraíso que conheci...
Contrastante com o descontrolo que ontem o possuiu...

Hoje acordei...
Desejoso de poder o teu corpo tocar...
Desejoso de poder inalar a tua doce fragrância perfumada...
Desejoso de poder contemplar as planícies e vales da paixão...
Desejoso de poder recitar-te o mais belo soneto de amor...
Desejoso de poder ouvir a melodia suave e harmoniosa da tua respiração...

Hoje acordei...
Com a vontade imensa de te escrever...
Com o sangue a fervilhar no meu corpo...
Com a saudade a entrar em mim como o ar que respiro...
Com o desejo a alimentar-me mais que os os alimentos que vou ingerindo...
Com a paixão a habitar no meu coração e a reinar na minha cabeça...

Hoje acordei...
Querendo poder dizer-te tudo aquilo que sinto...
Querendo poder mostrar-te toda a vida que me enche...
Querendo poder fazer-te sentir as cores que me pintam...
Querendo poder...

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