quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Temporal...



As nuvens lá fora cercam o sol...
As cores claras do azul celeste...
Dão lugar ao cinza carregado...
Tão carregado quase a roçar o negro...
A agitação nos céus é forte e intensa...
O vento sopra furioso com a mudança de cores no céu...
O cenário está montado...
Eis que os trovões abrem a sinfonia...
Raios rasgam os céus...
Os sons fortes percorrem montes e vales...
As carregadas nuvens desabam sobre a terra...
Gotas fortes, pesadas e frias esbatem-se nos solos...
Quanto intensidade... quanta violência...
O sol timidamente tenta furar os negros céus...
Na terra nada se vê...
Durante o rebate dos raios e relâmpagos a terra fica deserta...
Tão silenciosa...
A clausura impera...
Os nossos corpos recolhem-se...
Não estou... não estás... nem nunca estaremos sós...
São estas a palavras que o coração grita em alta voz...
De onde veio este temporal de emoções...
Estas chuvadas de saudades...
Tamanha intensidade e poder...
Tamanha força...
Quase semelhante ao mistério da vida...
Dois corpos desavindos...
Dois corações sozinhos...
Entre a tempestade do dia-a-dia...
Ouvem-se vozes fortes...
Pulsam corações...
Muito mais do que impulsos...
São certezas de ontem... de hoje... de sempre...
Quero este temporal de emoções...
Vivo-as intensamente!...
Vivo-as hoje... aqui e agora...

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