sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cerejas...



Cerejas, meu amor...
Eu quero em mel poder banhar...
Para delas o ver escorrer...
E nos teus lábios as depositar...
Onde o mel possa ir lamber...
Para por fim os poder beijar...
E neles me poder perder...
Cerejas, meu amor...
Que o vermelho da sua cor...
Possa as nossas bocas tingir...
Sem a preocupação de quem ao nosso redor...
Nos possa estar a tentar seguir...
Cerejas, meu amor...
Eu quero poder provar...
Não num prato qualquer...
Mas em teu corpo...
Que elas o percorram...
De tão redondas que são...
Que rolem... e rolem para onde...
As tuas curvas as levarem...
Para onde eu as possa ir buscar...
Rolem... Rolem...
Para onde a vida começa...
E onde ela acaba...
Para a fonte do desejo...
E onde todas as fomes...
Se concentram...
No vermelho da carne...
Das cerejas...

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