terça-feira, 21 de junho de 2011

Viagem...



A luz trémula do Sol brilha do horizonte...
Calcorreio estes pedaços de cimento cinzento...
De pensamento mais leve que o vento...
Viajo para lá do por-do-sol...
Encontro a estrada que me conduz...
Entre as linhas que torneiam o teu corpo...
Sinto as curvas onde quero derrapar e perder o controle...
Deslizar e acelerar nas rectas da tua pele...
Doce e delicada como o mais puro mel...
Onde desejo beber esse néctar que me alimenta e dá vida!...
Viajo...
O Infinito não tem limite...
O teu corpo no meu corpo...
Flutuando e elevando-se no éter do horizonte...
A leveza que me seduz e tranquiliza...
Quero ser o viajante...
Sem me perder de ti quero essa viagem...
Quero viajar muito para além do sonhar...
Quero viver sem ter medo de adormecer...
Porque sei que ao acordar...
Ao meu lado te quero e vou encontrar!...

1 comentário:

António Luís disse...

Registo a passagem e o regresso!
Leio-te e percebo que o poeta sensível se mantém no sopé da serra grande!

Abraço.