quarta-feira, 27 de junho de 2012

Escrever...



Num gesto apressado peguei na pena...
Nesta folha branca onde me deito...
Rabisco palavras soltas...
Livres de nela poderem flutuar...
São leves... quase fogem por entre o branco...
Quero escrever-te... ou escrever-me...
Difícil decisão... ou simples indecisão...
Escrevo... melhor alinho palavras...
A mensagem não flui...
O coração bate mais forte...
O dedos quase deixam cair a pena...
Deixas-me neste estado...
Estado altivo e alterado...
Pensar de nada serve...
A razão foge mais rápido que as próprias palavras...
E tudo começou com um simples Olá...
A primeira palavra que me disseste...
Aquela que ainda hoje ecoa no meu peito...
O início desta película...
A história deste filme...
O guião da felicidade...
Depois... bem... depois desse olá...
Quase tivemos um adeus...
A cegueira ensaiada quase me fez perder-te...
O coração falou... voz forte e muito clara...
É ela... não a deixes partir!...
E por isso hoje...quando me perguntas até quando?...
Eu te respondo instintivamente...
Até sempre...e ainda mais um bocadinho além...

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