quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Despertar...




Ontem caminhei nos vales do tempo...
Calcorreando estradas de um passado...
Suspirando os desejos do meu destino...
Vagueando o espaço outrora subjugado...
Empunhei as armas da irracionalidade...
E a ti massacrei com tanta maldade...
Como foi possível tamanha cegueira...
Os olhos tapados por óculos de madeira...
Ontem caminhei nos vales do tempo...
Abri o meu peito à luz intensa e pura...
Deixei sair a dor e procurei a tua cura...
Tantas palavras em outras vezes repetidas...
Desta vez abertas com a chave do coração...
Ditas com emoção e plenamente sentidas...
Emanando a luz pura e cristalina da paixão...
Tudo o que quero neste momento é despertar...
Estar junto a ti e das tuas feridas tratar...
Abro-te o meu coração para que possas entrar...
Sei que pode ser muito difícil mas podes acreditar...
Calcorreei estradas do meu passado...
De todo o mal que fiz quero ser afastado...
Suspiro os meus desejos nas vozes do destino...
Fico a observar a delicadeza de singelo bailarino...
Vagueio num espaço que outrora era subjugado...
Mas onde agora por ti quero apenas ser encontrado!...

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