quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Abrigo...



Não acredites no que diz a brisa...
As suas palavras são escassas...
Não fales com a lua profetisa...
Por vezes a sua língua é devassa...
Não me deixes ficar aqui abandonado...
Abriga-me no porto seguro a teu lado...
Lembra-te apenas que não te minto...
Quando nos olhos te digo o que sinto...
Eu que te encontro no teu olhar...
E nele me sinto e quero viajar...
Sente-me na brisa que toca o teu rosto...
Deixa-me sentir o teu meigo encosto...
Abriga-me neste leito das doces palavras...
Deixa que a sua força possa soltar amarras...

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