sábado, 28 de junho de 2014

Coração...




Desapareceram todas as lágrimas
A fonte outrora abundante secou
Proibido pensar em coisas mínimas
Ou em coisas que o tempo passou.
Não quero de volta a recordação
Quero a luz que a vida pode dar
As fotos podem ficar pelo chão
Até que o vento as possa levar.
De todos os medos combatidos
Resgato de volta meu coração
Não deixo sonhos esquecidos
Não sequei as lágrimas em vão.
Então neste momento eu irei
Em busca do céu para voar
Desculpa se muito demorei
Prometo para trás não olhar.
Em cada batida do coração
Fixo o olhar neste horizonte
Fecho os olhos e sinto a paixão
O passado e futuro neste presente.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Poema



A voz da alma adormecida
O encanto da brisa do mar
A essência de toda uma vida
Escrita no poder de rimar.
Por entre as cores pintada
Na folha branca renascido
Conta a história inacabada
Do mistério antes adormecido.
Viajo de novo neste poema
Para lá da linha do horizonte
Dando voz ao poder da alma
Vivendo em pleno o presente.
Nas tuas asas consigo voar
Para longe do outrora infinito
Relembra o bom que é sonhar
Ver tudo pelo seu lado bonito.
Esta janela debruçada para a vida
Existe um poema a céu aberto
Um verso que não tem medida
Cabendo nele o futuro incerto.

sábado, 21 de junho de 2014

Sou como...



Eu sou como a chuva do céu a cair
Batendo no chão duro e ressequido
Vivo para que da terra possa sair
O fruto que merece ser colhido.
Eu sou como o copo de vidro
Se cai no chão fica logo desfeito
Vivo neste espírito muito malandro
Sendo humilde e nunca perfeito.
Eu sou como o maior dos rios
Que nasce mesmo sem saber
Vivo os dias em ritmos aleatórios
De forma a nunca mais os esquecer.
Eu sou como o azul do alto mar
Reflectindo a cor do imenso céu
Vivo na intensidade de um olhar
Mesmo que escondido pelo chapéu.
Eu sou como o quente e intenso sol
Iluminando os dias da tua vida
Vivo na volatilidade de um etanol
De modo a que nunca seja esquecida.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Início



Um raio de luz que desponta
Com um brilho do outro mundo
Uma nova história que se conta
Numa volta que dura um segundo.
Cada palavra nova que se ergue
Reflexo de cada queda e trambolhão
Eis que há uma nova que se segue
Vinda bem do fundo do coração.
Cada palavra constrói um edifício
Daquela que pode ser a tua morada
Estamos ainda muito no início
Desta longa e feliz caminhada.
Há um raio de luz que brilha
Bem fundo na minha alma
Do tamanho de uma ervilha
Mais quente do qualquer chama.
Resplandece na imensidão da cor
Iluminando a minha viagem
Afasta de mim toda a dor
Pois a felicidade não é miragem.
Aqui estou eu a começar
Esta viagem de rumo incerto
A luz me irá sempre guiar
No futuro ainda em aberto.

Última Publicação

Caros leitores e amigos

Passados 6 anos de escrita, interrupções e reinvenções, chegou a hora de fechar a Cidade dos Anjos.
Neste espaço tem muito de mim e do que sou e nesta altura quero algo novo na minha vida. Não abandono a escrita, nesse sentido pode ser um até já, mas já não na Cidade dos Anjos. O Blog será encerrado mas não apagado.

Obrigado a todos que me acompanharam neste projecto.
caroteno