segunda-feira, 14 de setembro de 2015

(Re)Abro




Hoje estranhamente ou não
Senti uma vontade imensa de escrever
Não proveio apenas do coração
Mas também do facto de gostar de o fazer.
Hoje reabro as portas desta cidade
Deixo que o pó que nela se acumulou se eleve no ar
Com ele tantos sentimentos e tanta saudade
E tão refrescante o ar que nela está a entrar.
Durante muito tempo andei daqui afastado
Caso para dizer que terá sido tempo em excesso
Tinha a alma ferida e o coração magoado
Procurei esconder isso entre as lágrimas, sim eu confesso!
Foi uma viagem à profundeza do meu próprio ser
Não descobri nada que para mim fosse novo
Enfim... caso para dizer que no fundo senti bater
E com ela o rebentar deste profundo desejo.
Hoje abro as janelas desta cidade
Deixo a luz nela novamente entrar
Não sei se com ela regressará a felicidade
Mas não desisto por mais vezes que tenha que tentar!