sexta-feira, 8 de julho de 2016

Roubaste-me...



Chegaste de modo pouco sério
Com o doce toque do desabrochar
Adensaste a nuvem do mistério
Entre o vislumbre de cada olhar!
Onde estás tu neste momento, agora
Que partiste sem ideia de voltar
Talvez porque esteja na hora
De enfim deixares de me roubar!
Das palavras me sinto desnudado
Para longe partiu a inspiração
Não sei se por estar magoado
Ou pelo vazio que tenho no coração!

domingo, 29 de maio de 2016

Viagem...



Curiosa esta simples viagem
Começa como todas as outras
Com uma ideia... uma miragem
Na carruagem das palavras
Por entre cada nova escolha
Nova linha surge nesta folha
No horizonte da saudade
A esperança de nova felicidade!

domingo, 15 de maio de 2016

Chuva...



Queria hoje poder escrever
Nas palavras a alma esvaziar
Lá fora está a querer chover
A água na rua ouço a cantar!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Pele...



Cada traço da impressão digital
Me mostra o roteiro traçado
Na minha pele sinto tatuado
Cada linha do teu corpo fatal!
Em cada toque a sensibilidade
De cada viagem que foi feita
Em cada curva ainda à espreita
O sorriso da pura felicidade!
Na minha por magia te imprimiste
Sem tintas ou qualquer cor
Somente com o teu sabor
Doce e amargo do partir triste!
Na pele sinto por vezes o arrepio
Mesmo sem saber a razão
Sinto o acelerar do coração
E nesse momento sorrio!
Sobre a minha pele te tatuaste
Num gesto nunca antes sentido
Na minha pele tens vivido
Desde aquele dia, desconhecido!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Amar...


Para uns fogo que arde sem se ver
Para outros a razão de existir
Mas alguém consegue descrever
Aquilo que ao amar está a sentir!
Uns dizem que é dor que não se sente
Ou será mais uma droga viciante
Descrever o que é amar
Um longo caminho a percorrer
Uma tarefa difícil de concretizar
Uma fonte onde todos querem beber
Muitos poderão vir a tentar
Alguns até podem conseguir
Amar será sempre mais do que viajar
Voar sem medo de um dia poder cair!
Amar nunca será uma ciência
Mas exige alguma paciência
Para amar é preciso ter muita calma
Ser capaz de conhecer a sua própria alma!

domingo, 1 de maio de 2016

Mãe...


Nasceu num laço de sangue
Um eterno e imenso agradecimento
Foste o porto seguro de abrigo
Aquele que não volta em nenhum momento
Com apenas três letrinhas 
Se escreve essa palavra com emoção
Entre tantas uma das mais pequeninas 
Tão real e única como o bater do coração!
Em tão pouco tempo conseguir dizer
O imenso que há agradecer
Mãe como tu só há uma
És mesmo tu e mais nenhuma!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Saudade de ti...


Não sei mais como aguentar
Esta linha de pensamento
Esta sede de me perder a viajar
Esquecendo tudo em todo o momento...
Tenho saudades de ti
Assumo a falta que sinto
O ler da alma no estado mais puro!
Tenho saudades de ti...
Porquê?
Sei e posso dizê-lo
Tu fazes parte de mim
Perder-me atrás de cada palavra
Esconder-me na curva de uma vírgula
Sim, tenho saudades de ti
Sinto o ardor nas minhas veias
A chama que me incendeia e consume
Sinto saudade de ti
E por mim voltei a este ponto de partida
Por uma necessidade sentida
De calar este grito mudo cá dentro!